domingo, 2 de outubro de 2011

E se amar você era um crime, eu aceitei a sentença.

Eu nos eternizei em fotos que até pouco tempo exalavam amor forte, com direito a taquicardia. Hoje, elas exalam carinho e amor sereno.
Poucas foram as vezes em que escrevi sobre nós. Nas vezes em que escrevi, fora algo disfarçado, assim como nossa história, disfarçada pela distância, pelo tempo e guardada em segredo como se fosse proibido amar, proibido sentir. Confesso que nunca me atrevi a pronunciar teu nome para me machucar menos, quem sabe sofrer menos e deixar de te perder a cada vez que pensava na impossibilidade de nós dois.
Com o tempo fomos nos pertencendo cada vez menos; os sorrisos foram cedendo espaço para o silêncio, para a dor anestesiada e para o coração que já não queria mais se doer. Ninguém se pronunciou nem se tocou. Nunca mais senti tuas mãos afetuosas nem provei do teu abraço secreto, mas sem medo algum de me proteger "daqueles que não sabem nada sobre corações apaixonados".
Há quem diga que foi ilusão boba de quem largou tudo e foi viver uma aventura incerta... Eu, mais do que acreditar, sinto que foi meu primeiro contato com esse modo de amor. E menino, até hoje, o verão que passamos juntos foi o único que não se perdeu nas minhas lembranças.

15 comentários:

  1. Me lembrei do Caio..
    Lindo texto florzinha..
    :)

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  2. Nara, gosto de te ler. Sabe, o pior agosto da minha vida foi esse ano, e foi um post teu que me fez olhar pra frente. Gosto de te ler porque tu sabes passar, mesmo sem querer, o que carregas aí dentro. sabes contar sem acabar com o segredo. sabes mostrar os detalhes sem revelar quase nada. gosto das entrelinhas dos teus posts, e das estórias de amor e uma certa força interior imensa que eles contam.
    quanto a esse teu texto, não só o amor, mas tudo o que a gente sente com certa intensidade tem a audácia de durar no peito, na lembrança e no lugar onde ficam guardadas as vontades. tudo o que fez bem, permanece. e o que fez mal também, pra gente lembrar de não repetir o erro.

    beijos.

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  3. E ainda fico pasma com os rumos que as coisas tomam, quase nunca os rumos que eu um dia busquei. Caminhamos numa estrada longa e escura, vamos andando por ela enquanto somos preenchidos por um bocado de sentimentos, nem sempre bons, algumas pessoas nos ajudam a ver o que está na nossa frente, e outras tentam ofuscar nosso caminho, por vezes conseguem, só que o final parece ser longe, de modo que só o que vemos é escuridão, impenetrável, e sabemos que só abraçando o futuro, a escuridão, é que vamos poder finalmente desfrutar dele. Mas devemos lembrar também que nem sempre o que há de escuro, nos remete ao mal, assim como nem tudo o que há de claro, nos servirá de paz.

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  4. Primeiramente, gostaria de dizer que amei seu blog por completo, principalmente este ultimo post.
    É incrivel como palavras fazem com que as pessoas se identifiquem umas nas outras, principalmente quando procuramos algo onde depositar nossos sentimentos sem que haja pessoa alguma para ver, criticar, palpitar ou adular.
    Estou seguindo!

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  5. Que bonito Nara! O coração pulsando nas letras ainda que sereno... adorei conhecer seu blog e gostei muito do teu estilo de escrita. Parabéns!

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  6. Poder olhar para trás e dizer que viveu. Um amor que não deu certo, mas viveu. Tantos nunca tiveram a oportunidade de sentir isso...
    Muito lindo como sempre, Nara!
    Beijos*:

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  7. Eu acho tão profundo ler suas palavras ... me sinto meio estranho, mas essa estranheza é confortavel.

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  8. Também guardo carinhos de amores incertos... coisa boa ler esse texto!

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  9. Muito bom, Nara!
    Texto lindo, bem escrito, qualidade total.
    Grande abraço e sucesso!

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  10. Algumas lembranças não se perdem, ainda mais dos amores vividos. Nara, sempre bela em suas palavras. Um beijo!

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  11. O__O
    Nossa...mas, eu não acho que isso seja bom,não...Digo,sentir-se assim....recordar dele como o único,se foi uma ilusão...

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