
Tu es ma came
Toute ma vie, toute ma peau te réclament
On dirait que tu coules dans mes veines ♪

“Eu te aninhei em meus braços como quem aninha um poema, como quem aperta uma saudade, como quem teme aquilo que tem nas mãos. Teme quebrar, teme machucar, teme desalinhar, perder, descosturar... Esquecer.” [Ju Fuzetto e Maria F. Probst]
Enquanto nos olhávamos, intimamente te poetizei. Não contive as palavras que precisavam sair de qualquer maneira, ainda que no silêncio que só uma alma amante pode suportar. Te disse tudo – ou quase tudo - enquanto você sorria com cara de quem não sabia o que esperar de mim, e então você apenas me abraçou. Temi que percebesse a loucura que as palavras estavam fazendo com meu coração, que batia em descompasso, mas que sabia exatamente qual seria o próximo passo quando era você quem estava na porta e me sorria e me abraçava e dessa vez mais forte enquanto me dizia o quanto é angustiante a nossa despedida. Nos vemos mais tarde, eu disse - ainda que carregasse a mesma sensação aqui dentro.
As palavras que não dissemos foi o nosso mais singelo beijo de despedida nessa manhã fria, que cheira a orvalho.